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Belém do Pará, nossa obra-prima Amazônica

Belém é um dos destinos mais autênticos do Brasil. A capital paraense esbanja sua personalidade com a gastronomia, a sua história e natureza.

Belém é o destino certo para se encantar com sua história muito associada com a cultura indígena além da sua riqueza natural. A cidade é dividida em 39 ilhas interligadas por meio das águas amazônicas, que juntas formam a capital e maior cidade do Pará.

Pontos Históricos

E para termos um passeio completo, vamos falar um pouco sobre sua origem. Sua história começa pelo Forte do Castelo, a primeira construção portuguesa no local.

Forte do Castelo, a primeira construção portuguesa em Belém
Foto por: Iphan/Jorge

Hoje ele se tornou o conhecido Museu do Encontro, guardando peças arqueológicas, como cerâmicas indígenas e armamentos encontrados de escavações no local. Próximo ao museu podemos encontrar outra atração, a Casa das Onze Janelas, como pode ser observado na foto a seguir.

A Casa das Onze janelas era uma antiga moradia de um senhor de engenho de Belém, que hoje foi transformada em um centro cultural
Foto-Fabio-Bastos

A Casa das Onze janelas era uma antiga moradia de um senhor de engenho, que hoje foi transformada em um centro cultural. Além disso, podemos encontrar a Catedral de Belém, o ponto de partida para as procissões do Círio de Nazaré, festividade religiosa em homenagem a Nossa Senhora Nazaré, que acontece desde 1793:

Círio de Nazaré, festividade religiosa em homenagem a Nossa Senhora Nazaré
Foto por: Site oficial de turismo do Pará

E para concluir a lista das atrações importantes na região urbana da cidade de Belém, podemos citar o primeiro teatro da região amazônica, o Theatro da Paz, construído em 1878 e até hoje mantém sua beleza clássica com lustres de cristal e mosaicos.

o primeiro teatro da região amazônica, o Theatro da Paz
Foto por: Site oficial do Theatro

Tesouros Naturais de Belém

E como dito antes, Belém é um lugar para se encantar com atrações importantes sobre sua história e sobre sua natureza, por que, claro, estamos falando de uma cidade amazônica. E como primeira opção de indicação turística que podemos sugerir é o Mangal das Garças:

O Mangal das Garças é um parque zoo-botânico em Belém
Foto por: Site Oficial de Turismo do Pará

O Mangal das Garças é um parque zoo botânico, onde é possível observar animais livres, vegetação nativa e uma belíssima vista para o Rio Guamá. O parque tem diversas atrações como o Memorial Amazônico da Navegação, que conta sobre a história das navegações na Amazônia e como foi evoluindo de um propósito militar para comercial. Você verá painéis e molduras contando sua história. . Além disso, temos outras atrações, que vão desde um borboletário a um farol, de armazém do tempo à fonte.

Seguindo o passeio, ao lado do Mercado Ver-o-Peso (outra boa visita que falaremos logo abaixo), podemos encontrar a Estação das Docas:

Estação das Docas uma antiga área portuária
Foto por: Site Oficial de Turismo do Pará

A Estação das Docas é uma antiga área portuária que foi renovada e hoje seus armazéns contam com lojas, teatros, cinema e também um ponto de partida para o passeio de barco pela Baía do Guajará.

passeio de barco pela Baía do Guajará.
Foto por: Site Oficial de Turismo do Pará

Aqui é possível encontrar um pôr do sol com um fundo musical de carimbó, um estilo musical de origem indígena, e danças tradicionais do norte.

Culinária

Mas agora vamos falar de um assunto sério: você não pode passar por Belém sem apreciar da sua Gastronomia. Para te convencer, preparamos uma sessão de fotos que vão te deixar água na boca:

Tacacá é um dos pratos mais famosos da Amazônia. Você acredita que é uma sopa feita com um caldo venenoso? Brincadeirinha… Na realidade ele é feito com um caldo de mandioca brava, que possui um teor de ácido cianídrico altamente tóxico para o ser humano, é diferente da mandioca que conhecemos para fazer bolos, purês e pudins. Mas não se preocupe, há um preparo especial para este caldo que retira sua toxicidade. Mas é claro que não leva só essa mandioca diferenciada. No seu preparo, também é acrescentado goma de tapioca, camarão e jambu, uma erva típica brasileira, presente principalmente no Pará, como você pode observar na na fotografia abaixo.

Agora falando mais dos aspectos históricos e culturais relacionados com essa iguaria, podemos citar o antropólogo Luis da Camara Cascudo, que afirma que o Tacacá vem de uma sopa indígena chamada mani poi, feita de goma de mandioca. Alguns estudos informam inclusive que o Tacacá é uma mistura de mani poi dos indígenas, com camarão trazido dos europeus ou até mesmo pelos escravos, com um toque brasileiro ao ser acrescentado o jambu: um mix de ingredientes e culturas, não acham?

Apesar de tudo, o Tacacá não é um prato principal, ele é servido como aperitivo. Servido bem quente em uma cuia onde você bebe o caldo direto e com um palitinho de madeira come o camarão e/ou jambu. E eu não sei de onde você lê este artigo, mas aqui na Bahia as mulheres que fazem acarajé (bolinho de feijão fradinho típico da região) são chamadas de “baianas de acarajé” e o mesmo acontece com as mulheres que fazem tacacá, sendo chamadas de tacacazeiras.

Tacacá é uma espécie de sopa, feita com tucupi
Foto por: Site Oficial de Turismo do Pará
  • Prato do Círio de Nazaré: um prato com o nome de uma das maiores festividades da região e é servido durante o evento, possuindo  muita representatividade da culinária paranaense. Outro nome dado para esse prato é “pato no tucupi”. Aí você pensa: “Que troço é esse de tucupi?”… Calma que eu explico! É um caldo amarelo feito também de mandioca, herança de práticas alimentares indígenas, assim como muitas outras comidas no Pará. Esse caldo vem das raízes de mandioca brava que são trituradas e prensadas para extrair seu líquido, chamado de manipueira. Esse líquido ainda passará por um processo de fermentação até finalmente virar o Tucupi. Não é interessante a culinária brasileira? E note: é feito da mandioca brava e se for feito de mandioca branca vira tucupi doce. Na tese de doutorado, realizada pela professora Sidiana Macedo, há a afirmação interessante do chefe português Vitor Sobral a respeito desse prato:

“o pato no tucupi é uma comida mestiça, pois seu preparo foi incorporado às técnicas de assado à moda portuguesa, o pato que era apenas consumido pelos grupos indígenas com molho de tucupi, pimenta e farinha, passa a ser assado e posteriormente fervido no tucupi com jambu sendo acrescido ainda no momento de consumo, o arroz, além da farinha.”


é um caldo amarelo, produzido a partir da fermentação da mandioca, raiz da maniva, e é servido com o pato
Foto por: Site Oficial de Turismo do Pará

O Pará foi escolhida uma das 33 cidades gastronômicas da Unesco. Sua culinária rica é um dos diferenciais que atraem turistas.

E ainda nessa pegada gastronômica, podemos sugerir um lugar imperdível para quem quer encontrar e provar ingredientes amazônicos: o Mercado Ver-o-Peso:

Mercado Ver-o-Peso a maior feira a céu aberto da América Latina
Foto por: Site Oficial de Turismo do Pará

Esse mercado, como o próprio nome já denuncia, tinha inicialmente a função de verificar o peso de mercadorias e arrecadar impostos, por volta de 1625. E posteriormente se tornou esse grande mercado a céu aberto, reconhecido pelo Iphan.

Para você entender melhor a estrutura do mercado, podemos dizer que não é como os mercados tradicionais que conhecemos. Ele se assemelha a uma feira, um grande espaço com “mercadinhos” e lojas em seu interior. E dentre esses mercadinhos, podemos citar os: o Mercado de Ferro e o Mercado Francisco Bolonha. Ambos construídos durante o período de adaptação da Belle Époque (e para quem não lembra dessa aula de história, este foi um período de cultura cosmopolita), onde o mercado passou por uma grande reforma. O Mercado de Ferro (que não vende ferro como o nome diz :D) tem este nome devido a sua estrutura toda de ferro, construída pela influência europeia. Ele e o Mercado Francisco Bolonha foram inaugurados em 1901 e hoje é considerada a maior feira aberta da América Latina.

Sabe os pratos que você viu logo acima? Os ricos ingredientes desses pratos são encontrados aqui, que vão desde os peixes amazônicos trazidos por embarcações, como outros sabores únicos da culinária paranaense. E quando digo únicos eu quero dizer também: Peixe frito com Açaí, além das delicias que já descrevemos aqui. Já provou isso? Pois então, tem que ir e conhecer essas iguarias pessoalmente em Belém do Pará.

E ai pessoal, não é de se apaixonar só de ler? Quer uma experiência dessas? Entre em contato conosco! E continue se encantando com nossas maravilhas brasileiras.


Fontes:

Rafael Marques, Viajar pelo Mundo, n°110, 2018. http://www.paraturismo.pa.gov.br http://www.mangaldasgarcas.com.br/ http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/828 http://www.paraturismo.pa.gov.br/pt-br/vejamais_cultura/belem/ver-o-peso

ANDRADE, Maria do Carmo. Tacacá. Pesquisa Escolar Online. Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: 10/12/2020      

MACÊDO Sidiana. A cozinha Mestiça: Uma história da alimentação em Belém. Universidade Federal do Pará. Belém/PA, 2016. Disponível em: https://docplayer.com.br/51842978-Sidiana-da-consolacao-ferreira-de-macedo-a-cozinha-mestica-uma-historia-da-alimentacao-em-belem.html                                                                                                                                                                          COELHO Eunice da Conceição. Acutura alimentar do Tacacá: um estudo em Porto Velho-RO. Universidade federal de Rondônia,2016. Disponível em: http://www.arqueologia.unir.br/uploads/03144268/arquivos/COELHO_1291850815.pdf. Acesso em: 10/12/2020

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